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O projeto ofício: mancha, realizado nas Oficinas de Criatividade do Sesc Pompeia, em São Paulo, recebeu em 2022 a artista carioca Marcela Cantuária. Destaque no cenário da arte contemporânea, Cantuária conta que seu interesse pela pintura surgiu cedo e teve origem no olhar perspicaz de sua mãe, que gostava de desenhar e escrever, mas que abriu mão de suas habilidades artísticas para se dedicar a cuidar das filhas.

No projeto Propostas de reencantamento, Cantuária explora a variedade de pigmentos em seu embate com a tradição da pintura, propondo uma discussão entre o místico e a potência feminina. Com quase 60 trabalhos, divididos nas séries Biombo, Oráculo Urutu, Oratórios e Estandarte, a artista fez um paralelo com o anseio pela transformação da sociedade. “A premissa é construir algo novo, que vem de uma insatisfação. Se a gente quer ver um mundo diferente, tem que estar apto a vários tipos de linguagens. É parte dessa vontade de tentar forjar algo novo, mas, ao mesmo tempo, um compromisso com a memória e a verdade. Apesar de todas essas fabulações e possibilidades que a arte oferece, tenho como base a verdade”, explica a artista.

The ofício: mancha project, held regularly at the Sesc Pompeia Creativity Workshops, in São Paulo, welcomed Rio de Janeiro-based artist Marcela Cantuária in 2022. A highlight in the contemporary art scene, Cantuária says her interest in painting started early and was born from the keen eye of her mother, who liked to draw and write, but gave up her artistic skills to devote herself to taking care of her daughters.

In the propostas de reencantamento project, Cantuária explores the variety of pigments in her engagement with the tradition of painting, sparking a dialogue between the mystical and feminine power. With nearly 60 works, divided into the series Biombo, Oráculo Urutu, Oratórios, and Estandarte, the artist drew a parallel with the yearning for societal transformation. “The premise is to build something new, which stems from a sense of dissatisfaction. If we want to see a different world, we must be open to various forms of expression. It’s part of this desire to try to forge something new, but at the same time, a commitment to memory and truth. Despite all the fantasies and possibilities that art offers, I ground myself in truth,” explains the artist.