A exposição Lugar Público – Muntadas do artista Antoni Muntadas (Barcelona, Espanha, 1942) convidou o público a uma reflexão sobre os limites e as transformações dos espaços compartilhados. Em um cenário de crescente privatização e vigilância, a exposição questionou as transformações urbanas, como a destituição do espaço público e a primazia cada vez maior desses ambientes pelo poder privado do capital, e o direito ao acesso aos espaços coletivos, cada vez mais escassos. Ao analisar como os espaços urbanos e públicos têm se tornado cada vez mais marcados por divisões, vigilância e controle em detrimento do engajamento cívico e da emancipação política, o projeto realizado no Sesc Pompeia apresentou um site-specific na Área de Convivência: intervenções visuais e textuais, além de dispositivos arquitetônicos, foram concebidos para explorar os significados do “público” — tanto como público quanto como espaço —, ao mesmo tempo e provocar reflexões sobre os espaços urbanos contemporâneos e as noções de lazer e esfera pública.
The exhibition Lugar Público – Muntadas by Antoni Muntadas (Barcelona, Spain,1942) invited the audience to reflect on the limits and transformations of shared spaces. At a time of increasing privatization and surveillance, the exhibition questioned urban transformations — such as the erosion of public space and the growing dominance of these environments by private capital — as well as the right to access collective spaces, which are becoming increasingly scarce. Examining how urban and public spaces have become increasingly characterized by divisions, surveillance and control to the detriment of civic engagement and political emancipation, the project at Sesc Pompeia presented a site-specific intervention at the Conviviality Area: visual, textual interventions and architectural devices designed to explore the meanings of “public” — both as an audience and as a space — while provoking reflections on contemporary urban spaces and the notions of leisure and public sphere.